1. A bateria de grafeno da Samsung durará duas vezes mais

A equipe de cientistas da Samsung está investigando os efeitos do uso do grafeno nas baterias de smartphones que, de acordo com os últimos avanços, consegue aumentar consideravelmente a duração das mesmas. Este material, cujas propriedades já haviam sido estudadas mas sem grandes resultados práticos, será utilizado diretamente sobre as capas de silício para aumentar a capacidade de armazenamento da bateria, quase dobrando-a.

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As futuras baterias da Samsung não terão este aspecto.

Este tipo de uso teria principalmente três benefícios: tornar a bateria 1,8 vezes mais duradoura; otimizar a vida da mesma sem que o tamanho seja afetado, permitindo assim que o design dos smartphones Samsung possam conservar sua espessura; e por último permitir que cada carga que o dispositivo receba (ciclo de carregamento) não debilite a vida útil da bateria.

Já pensou no Galaxy S7 e no Note 5? Calma, a Samsung explicou que essa tecnologia ainda se encontra em fase de desenvolvimento e que não chegará em menos de três anos.

2. A bateria de alumínio de Stanford que se carrega em um minuto

Pesquisadores da famosa Universidade de Stanford afirmam ter conseguido criar uma bateria “de carregamento rápido, longa duração e custo acessível”. O segredo? Uma bateria de íons de alumínio que consegue chegar à carga máxima em apenas sessenta segundos.

O uso do alumínio em baterias tem sido pesquisado durante muito tempo, devido ao seu baixo custo e às suas propriedades não-inflamáveis, mas até agora existia a dificuldade de encontrar materiais que produzissem voltagem suficiente depois de vários ciclos de carregamento. Graças ao uso do grafite, essa bateria é capaz de suportar mais de 7.500 ciclos sem perder sua capacidade (e não apenas 1.000 ciclos que geralmente suporta uma bateria de íons de lítio).

Não é possível saber quando essa bateria chegará aos nossos smartphones. Com efeito, Elton Musk, diretor da Tesla Motors, mostrou seu ceticismo pelo Twitter, alegando que antes de comemorar é preciso saber a densidade de energia desse tipo de bateria.

Os pesquisadores envolvidos no projeto admitem que ainda falta muito trabalho, mas se mostram otimistas, e inclusive já começaram a entrar em contato com várias fabricantes.

3. O modo Doze do Android M

A cada versão do Android, o Google pretende otimizar o gerenciamento da bateria dos dispositivos, mas poucos desses avanços trouxeram melhoras significativas. Por essa razão é difícil levar a sério a promessa do Google de que, graças ao modo Doze do Android M, um dispositivo como o Nexus 9 poderá duplicar sua autonomia.

O Android M pode trazer avanços significativos no quesito bateria.
O Android M pode trazer avanços significativos no quesito bateria.

Apesar disso, o Doze é uma função diferente do que se viu até agora, em primeiro lugar porque seu funcionamento não dependerá do uso que os desenvolvedores façam dele. Esse modo é integrado ao sistema operacional, fazendo com que o smartphone economize energia enquanto estiver em repouso.

Basicamente o Doze será ativado quando o dispositivo estiver imóvel, desconectado do carregador e com a tela apagada, momento em que a atividade em segundo plano dos aplicativos é interrompida, apenas voltando quando o dispositivo receber uma notificação prioritária, como do WhatsApp, por exemplo.

4. uBeam permitirá carregar o smartphone à distância

O carregamento sem fio já é uma realidade para muitos dispositivos mais novos, mas uma nova tecnologia promete revolucionar a maneira como carregamos o nosso dispositivo. A diferença principal entre este e os outros avanços feitos na área reside no fato de que, potencialmente, o uBeam poderá fazer com que os dispositivos sejam carregados sem nos darmos conta, graças a um painel alojado em nossa casa (ou em qualquer outro lugar).

Esta tecnologia, desenvolvidad por uma astobióloga de 25 anos, faz com que a energia seja convertida em ondas de ultassom enviadas através do ar, e que voltam a converter-se em energia ao alcançar o dispositivo. Ou seja, em vez de ter o dispositivo perto ou conectado ao carregador, poderemos usar o aparelho pela casa sem perceber que ele está sendo carregado.

Dessa forma funcionam os carregadores sem fio até agora. Isso pode mudar graças ao uBeam
Dessa forma funcionam os carregadores sem fio até agora. Isso pode mudar graças ao uBeam

Obviamente o smartphone teria que estar próximo do emissor de ondas, mas como afirma a desenvolvedora, se essa ideia ganhar popularidade, os paineis de carregamento poderiam ser colocados também em lugares públicos.

5. O Projeto Ara permitirá ao usuário escolher o tamanho da bateria

Esta não será uma solução para muitos. De fato, esses dispositivos estão voltados em princípio  para uma minoria composta por desenvolvedores e geeks. Trata-se do primeiro dispositivo modular, que incluirá uma base a que se podem adicionar diferentes módulos ou peças que formarão o processador, a câmera, a tela e, claro, a bateria.

Um smartphone que muda constantemente é um dispositivo que nunca fica obsoleto. Além disso, seu conceito permite que o usuário decida que parte do aparelho deve receber upgrade. Será possivel, por exemplo, abrir mão de um smartphone fino para ter uma bateria maior.

O protótipo do Projeto Ara.
O protótipo do Projeto Ara.

Qual desses avanços você considera mais interessante?