O Zenfone 2 foi lançado no Brasil ao final da semana passada, com algumas variantes mais baratas e outras mais caras, junto de um preço que fez concorrentes esquentarem (muito) a cabeça. O aparelho é bacana, vou listar cinco detalhes do Zenfone 2 que transformam o celular em um smartphone que vale mais do que seu preço cobrado – mais até do que os concorrentes, todos mais caros.

Custo-benefício

Não dá pra falar do Zenfone 2 sem deixar de lado o custo-benefício. Este, sem dúvidas, é o maior ponto positivo do smartphone e faz o preço dele beirar o mesmo que concorrentes cobram, mas por aparelhos bem menos potentes e que estão em um mercado de gadgets de médio custo. Olhando para os R$ 1.299 cobrados na versão mais econômica do celular (com 16 GB de memória interna), não há um aparelho com tela Full HD (considerando apenas preço de lançamentos de 2015), processador quad-core de mais de 2 GHz, câmera competente ou então com 4 GB de memória RAM. Não existe nenhum concorrente com isso tudo, por este preço.

Memória RAM de sobra

Pegando gancho no aspecto anterior, temos uma das melhores formas de melhorar o desempenho do Android: aumentar memória RAM. O Zenfone 2, em qualquer versão que está no Brasil, chega com 4 GB desta memória, 1 GB além do que qualquer smartphone topo de linha que está disponível hoje e aqui no país – que custam, todos, mais do que o dobro deste smartphone da Asus. Além disso, onde você encontra um smartphone que custa R$ 1.299 e tem 4 GB de memória RAM? O Galaxy Note 5 chega com a mesma quantidade de RAM, mas é a Samsung e ela gosta de cobrar pequenas fortunas em lançamentos (tipo a Apple, mas fortuna que não dura mais do que três meses). Duvido que este modelo apareça no Brasil custando menos do que duas vezes e meia do valor do Zenfone 2 mais caro – que custa R$ 1.499 e vem com 32 GB de memória interna.

Dual-chip com 4G

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Este recurso seria deixado de lado, se estivéssemos no mercado de médio custo. É comum encontrar smartphones dual-chip por lá e alguns já com 4G embarcado, mas não na lista de topo de gama. Sim, o Xperia Z3+chegou ao Brasil com dois chips, mas custa mais do que o dobro do Zenfone 2 de 16 GB ou o dobro do Zenfone 2 de 32 GB – oferecendo um hardware que esquenta demais, menor autonomia de bateria e perde em memória RAM, oferecendo 3 GB.

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A Asus é uma das empresas que mais ama colocar uma quantidade enorme de aplicativos ao usuário, já de fábrica, mas foi inteligente o suficiente para perceber que nem todo mundo gosta disso e que muitos desejam remover os apps. É possível fazer isso com grande quantidade dos aplicativos, até mesmo com apps próprios do sistema – como o app de câmera, que você pode desinstalar se quiser (não que isso seja recomendado, mas se quiser, é possível fazer e sem qualquer root).

Fotos noturnas com quase nenhuma luz

Esta tecnologia não é bem novidade para quem já tem um Zenfone 5, primeiro smartphone da empresa que chegou ao Brasil e que já entregava esta ferramenta. Seu principal ponto positivo está na capacidade de reunir quatro pixels em um só, aumentando em até 400% a quantidade de brilho, mesmo em condições onde quase não há luz no ambiente. Esta tecnologia é diferente ao que a HTC já tem e que faz bem o trabalho, onde pixels maiores agrupam mais luz e que resulta em fotos de baixa resolução mesmo quando não há modo noturno ligado.

No PixelMaster, os Zenfones com câmera de no mínimo 8 megapixels reduzem a resolução (resultado do agrupamento de pixels vizinhos em um só super pixel, deixando a imagem de 13 megapixels em uma foto de pouco mais de 3 megapixels, ou 2 megapixels para câmeras de 8 megapixels) para que mais luz entre. Há um preço em qualidade de reprodução de cores, mas vale muito para ambientes muito escuros. A foto acima foi tirada dentro da mesma condição de luz, mesma distância e no mesmo momento. O que muda é que uma está no modo automático e outra no modo de baixa luz.